O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou, no último sábado (14), que o governo federal está concentrado em garantir o abastecimento de diesel e impedir aumentos no preço do combustível. Foram anunciadas medidas como a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e uma subvenção de 32 centavos por litro, com a expectativa de reduzir em 64 centavos os preços nas bombas.
Com o Brasil importando 25% do diesel utilizado no país, a alta internacional do petróleo, influenciada pelo conflito no Oriente Médio, tem impactado os custos dos combustíveis internamente. Essa situação pode ter efeitos nos preços de alimentos e transportes, aumentando a inflação, alertou Alckmin.
Durante uma visita a uma concessionária da Scania em Santa Maria (DF), em alinhamento com o programa Move Brasil que visa renovar a frota de caminhões, Alckmin criticou uma medida do governo anterior que limitou a cobrança do ICMS sobre combustíveis, afirmando que isso levou a disputas judiciais por parte dos estados.
"Os estados foram para a justiça porque perderam receita. Acabou tudo judicializado, virando aí um precatório gigantesco", afirmou. Ele explicou que, embora o Brasil seja exportador de petróleo, ainda precisa importar diesel devido à insuficiência de refinarias locais.
Acerca do programa Move Brasil, Alckmin falou sobre o incentivo à indústria por meio da "depreciação acelerada" dos equipamentos. Com um investimento de 10 bilhões de reais, os juros médios caíram de 23% para 13%, o que foi considerado um grande sucesso. Já foram aplicados 6,2 bilhões de reais em dois meses.
O programa também incentiva caminhoneiros autônomos a adquirir novos veículos, enquanto a política de eliminação do IPI beneficia a indústria de carros sustentáveis, definidos como veículos fabricados no Brasil, flex, com 80% de reciclabilidade e que não emitem mais que 83 gramas por quilômetro.
Alckmin destacou que a modernização do equipamento nas estradas pode reduzir acidentes: "Quando se tem tecnologia, é como uma vacina. Isso vai evitar acidentes e mortes".